
Quando falta-me sua mão
aquela pele conhecida
que aninha-se entre meus poros
aquela ternura antiga
que o toque restaura a minha alma
Quando falta-me sua mão
que entrelaça-se entre meus dedos
dando-me aquela seguranca absoluta
de que voce está comigo
em todos os momentos da minha vida
Quando falta-me sua mão
que guia-me nos momentos difíceis
que aplaude as minhas conquistas
que toca meu rosto com ternura
naqueles dias de amargura
Quando sinto a falta de sua mão
----- desço
---------- as escadas
--------------------- da vida
----------------------------- em uma ladeira
---------------------------------------- sem corrimão

Mary Fioratti
no bailado das mãos
retorcem-se os dedos
curvam-se as palmas
na caricia
ondas de volúpia
num mar desconhecido
de delícias
furta-se o pensamento
num olhar perceptivo
e as mãos prosseguem
despertando a pele
sem aviso
e o som do suspiro
em dueto com o coração
é melodia rítmica
e arrítmica
dueto sem rima
que nos gestos
se afina
cabelos jogados no travesseiro
e o palco dos olhos
é o teto do quarto
e as palmas se movem
como ondas suaves e breves
que crescem e decrescem
na letargia
as maos se tocam com urgencia
e os dedos entrelaçam-se
unidos e infinitos de paz
na madrugada suave
morrem os gestos
como o bailado do cisne
mas renascem na manhã
quando na penumbra
minhas mãos tocarem seus cabelos
e com um beijo
minha boca procurar a sua
com desejo
Mary Fioratti

visto sua boca
com meus lábios
nao deixo cantos
nem fios de linha
o amor arremata
todos os pedaços
viajo na procura
do céu de sua boca
onde com minha lingua
pincelo meu desejo
experimento seus lábios
como uma fruta madura
onde me deleito
com o gosto da colheita
visto sua boca
com meu desejo
cubro-a totalmente
com meus lábios
fico sem ar
enquanto saboreio
seus anseios
prenda-se em meus braços
nao quero me salvar
nesse oceano
experimento seus lábios
com a ansia da descoberta
onde me encontro
sem querer voltar
visto sua boca
em movimentos suaves
enquanto meus olhos
procuram em suas iris
em uma forma de perder-me
da realidade
entrega-se a esse encanto!
(deixa-me dominar esses momentos
quando passeio a lingua em sua boca
florescendo nossos sentimentos)
quero um beijo
molhado, inteiro, sentido,
calado, suspirado, gemido,
sugando o arrepio
perfumando nossas peles
com o cio
Mary Fioratti

na penumbra ficou
o beijo molhado
a carícia suave
o olhar demorado
os corpos colados
na penumbra ficou
o gemido sufocado
a língua em serpente
um beijo esfomeado
dado de repente
na penumbra ficou
suas mãos nas minhas
seu hálito de bala de hortelã
suas pupilas que sorriam
antes do sol nascer naquela manhã
na penumbra ficou
a emoção guardada
nos lençóis desarrumados
e nas roupas no chão
e no ar um cheiro de perfume
mesclado com sabor
de solidão
no meu quarto de mulher
existe meu perfume preferido
minha escova de cabelo
meu creme de corpo
uma lingerie perfumada
com sachês de sonho
no meu quarto de mulher
há na penumbra os meus desejos
em cada detalhe uma história
dos lençóis desarrumados
do travesseiro fora do lugar
uma essência da minha inocência
no meu quarto de mulher
guardo meus momentos
em cada canto da parede
são porta-retratos imaginários
onde fico a observá-los em silencio
sabendo-os de cór com meus olhos fechados
no meu quarto de mulher
há um rastro de ternura espalhado
no meu ursinho de pelúcia
um pedaco de crença
na bíblia que descansa
no meu criado mudo
no meu quarto de mulher
há o farol de nossos olhos
penetrando nos túneis de desejos
em noites de amor e de paixão
digitais gravadas em nossos corpos
em viagens intermináveis
com nossas bocas e as nossas mãos
Mary Fioratti
empresta-me o seu coração
deixa-me senti-lo por um instante
dentro de meu peito
quero ouvir suas batidas
sentir suas emocoes
no seu relógio de vida
silenciosa quero ouvir
o que sua alma segreda
os seus lamentos, seus medos,
rir com suas alegrias
deliciar-me com seus segredos
quero seu coração pulsante
somente por um instante
dentro de meu peito
chorar com suas tristezas
entender essa sua agonia
sentir sua lágrima em meu rosto
seu riso em minha boca
beber toda sua poesia...
empresta-me o seu coração
que ele bombeie sangue em meu corpo
lave minhas veias
desmanche minhas teias
faca-me pura emoção
embebida, quero fechar os meus olhos
e emocionada sentir sua vida
em minhas mãos
Mary Fioratti

As manhãs foram feitas para amar
quando o corpo esta morno
e a mente livre das preocupações
o espreguiçar-se sereno
o tocar das mãos, o olhar imaculado
do amor mais puro
As manhãs foram feitas para amar
quando os lençóis estão moldados ao corpo
os travesseiros acomodando a cabeça
espalhando os cabelos
lá fora o dia ainda começa
e ha tempo para aquele beijo interminável
As manhãs foram feitas para amar
quando os corpos rolam na cama
e procuram-se com ânsia
e o abraço se faz perpetuo
e as pernas se entrelaçam, e o beijo acontece
quando explora-se ternura em nossas bocas
As manhãs foram feitas para amar
quando as caricias são puro encantamento
e as mãos se movem tão musicais
dançando na pele...entre loucas e calmas
criando uma canção inusitada
ao som de nossas almas
Mary Fioratti
Hay cosas que te encantaría oír, y que nunca escucharás de la persona que te gustaría que te las dijera, pero no seas tan sordo para no oír las de aquel que las dice desde su corazón. Nunca digas Adiós si todavía quieres Intentarlo.Nunca te des por vencido si sientes que puedes seguir luchando.
Nunca le digas a una persona que ya no la amas si no puedes dejarla ir.
El amor llega a aquel que espera, aunque lo hayan decepcionado, a aquel que aun cree, aunque antes haya sido traicionado, aquel que todavía necesite amar, aunque haya sido lastimado y aquel que tiene el coraje y la fe para construir la confianza de nuevo.