sábado, 19 de dezembro de 2009

O BAILADO DAS MÃOS


no bailado das mãos
retorcem-se os dedos
curvam-se as palmas
na caricia
ondas de volúpia
num mar desconhecido
de delícias
furta-se o pensamento
num olhar perceptivo
e as mãos prosseguem
despertando a pele
sem aviso
e o som do suspiro
em dueto com o coração
é melodia rítmica
e arrítmica
dueto sem rima
que nos gestos
se afina
cabelos jogados no travesseiro
e o palco dos olhos
é o teto do quarto
e as palmas se movem
como ondas suaves e breves
que crescem e decrescem
na letargia
as maos se tocam com urgencia
e os dedos entrelaçam-se
unidos e infinitos de paz
na madrugada suave
morrem os gestos
como o bailado do cisne
mas renascem na manhã
quando na penumbra
minhas mãos tocarem seus cabelos
e com um beijo
minha boca procurar a sua
com desejo

Mary Fioratti

O BEIJO E O ARREPIO



visto sua boca
com meus lábios
nao deixo cantos
nem fios de linha
o amor arremata
todos os pedaços
viajo na procura
do céu de sua boca
onde com minha lingua
pincelo meu desejo

experimento seus lábios
como uma fruta madura
onde me deleito
com o gosto da colheita

visto sua boca
com meu desejo
cubro-a totalmente
com meus lábios
fico sem ar
enquanto saboreio
seus anseios
prenda-se em meus braços
nao quero me salvar
nesse oceano

experimento seus lábios
com a ansia da descoberta
onde me encontro
sem querer voltar

visto sua boca
em movimentos suaves
enquanto meus olhos
procuram em suas iris
em uma forma de perder-me
da realidade
entrega-se a esse encanto!

(deixa-me dominar esses momentos
quando passeio a lingua em sua boca
florescendo nossos sentimentos)

quero um beijo
molhado, inteiro, sentido,
calado, suspirado, gemido,
sugando o arrepio
perfumando nossas peles
com o cio


Mary Fioratti

NA PENUMBRA



na penumbra ficou
o beijo molhado
a carícia suave
o olhar demorado
os corpos colados

na penumbra ficou
o gemido sufocado
a língua em serpente
um beijo esfomeado
dado de repente

na penumbra ficou
suas mãos nas minhas
seu hálito de bala de hortelã
suas pupilas que sorriam
antes do sol nascer naquela manhã

na penumbra ficou
a emoção guardada
nos lençóis desarrumados
e nas roupas no chão
e no ar um cheiro de perfume
mesclado com sabor
de solidão

NO MEU QUARTO DE MULHER


no meu quarto de mulher
existe meu perfume preferido
minha escova de cabelo
meu creme de corpo
uma lingerie perfumada
com sachês de sonho

no meu quarto de mulher
há na penumbra os meus desejos
em cada detalhe uma história
dos lençóis desarrumados
do travesseiro fora do lugar
uma essência da minha inocência

no meu quarto de mulher
guardo meus momentos
em cada canto da parede
são porta-retratos imaginários
onde fico a observá-los em silencio
sabendo-os de cór com meus olhos fechados

no meu quarto de mulher
há um rastro de ternura espalhado
no meu ursinho de pelúcia
um pedaco de crença
na bíblia que descansa
no meu criado mudo

no meu quarto de mulher
há o farol de nossos olhos
penetrando nos túneis de desejos
em noites de amor e de paixão
digitais gravadas em nossos corpos
em viagens intermináveis
com nossas bocas e as nossas mãos


Mary Fioratti

EMPRESTA-ME SEU CORAÇÃO


empresta-me o seu coração
deixa-me senti-lo por um instante
dentro de meu peito
quero ouvir suas batidas
sentir suas emocoes
no seu relógio de vida
silenciosa quero ouvir
o que sua alma segreda
os seus lamentos, seus medos,
rir com suas alegrias
deliciar-me com seus segredos
quero seu coração pulsante
somente por um instante
dentro de meu peito
chorar com suas tristezas
entender essa sua agonia
sentir sua lágrima em meu rosto
seu riso em minha boca
beber toda sua poesia...
empresta-me o seu coração
que ele bombeie sangue em meu corpo
lave minhas veias
desmanche minhas teias
faca-me pura emoção
embebida, quero fechar os meus olhos
e emocionada sentir sua vida
em minhas mãos

Mary Fioratti

AS MANHÃS FORAM FEITAS PARA AMAR



As manhãs foram feitas para amar
quando o corpo esta morno
e a mente livre das preocupações
o espreguiçar-se sereno
o tocar das mãos, o olhar imaculado
do amor mais puro

As manhãs foram feitas para amar
quando os lençóis estão moldados ao corpo
os travesseiros acomodando a cabeça
espalhando os cabelos
lá fora o dia ainda começa
e ha tempo para aquele beijo interminável

As manhãs foram feitas para amar
quando os corpos rolam na cama
e procuram-se com ânsia
e o abraço se faz perpetuo
e as pernas se entrelaçam, e o beijo acontece
quando explora-se ternura em nossas bocas

As manhãs foram feitas para amar
quando as caricias são puro encantamento
e as mãos se movem tão musicais
dançando na pele...entre loucas e calmas
criando uma canção inusitada
ao som de nossas almas


Mary Fioratti

NUNCA...

NUNCA...

Hay cosas que te encantaría oír, y que nunca escucharás de la persona que te gustaría que te las dijera, pero no seas tan sordo para no oír las de aquel que las dice desde su corazón.
Nunca digas Adiós si todavía quieres Intentarlo.
Nunca te des por vencido si sientes que puedes seguir luchando.
Nunca le digas a una persona que ya no la amas si no puedes dejarla ir.
El amor llega a aquel que espera, aunque lo hayan decepcionado, a aquel que aun cree, aunque antes haya sido traicionado, aquel que todavía necesite amar, aunque haya sido lastimado y aquel que tiene el coraje y la fe para construir la confianza de nuevo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

QUANDO TEU CORAÇÃO AFLORA.

Quando teu coração aflora,
deixando exposta a luz que envolve teu ser, iluminas e mansamente chegas ao teu silêncio,
a tua paz, a tua integração
com a Criação.


O que são as nuvens que ameaçam o teu céu quando tens o
próprio sol a brilhar em ti?

O que são as noites escuras quando tens os dias claros e alegres
dando-te a promessa de um novo momento, de uma nova opção,
de um novo aprendizado?

O que é o ódio diante do amor
que eleva, engrandece teu ser,
fazendo-te amar o teu próximo?

O que é a riqueza material
perto da valiosa fortuna espiritual
que carregas em teu coração,
com o qual compartilham aqueles
que estão em busca da luz,
e do aprendizado com a tua
conduta amorosa?

O que é a ansiedade, a angústia,
o vazio que vai no peito,
diante da imensa certeza que
trazes em ti e por ti?

O que é o medo da vida e dos teus irmãos quando compreendes
que tudo pertence a uma mesma origem e esta origem é o Amor?

Deixa que teu coração aflore
e sente que és parte do Universo,
onde nada está separado,
onde tudo caminha em paz, em harmonia, rumo à alegria do
Grande Despertar.



(Desconheço o Autor)